Presidência Portuguesa da União Europeia
Portugal preside ao Conselho da UE no segundo semestre de 2007. Integra o trio de presidências que começou com a Alemanha e termina com a Eslovénia, cumprindo um programa conjunto para 18 meses, o que acontece pela primeira vez como método de programação do Conselho da UE.
A Presidência Portuguesa ocorre num contexto em que se destacam os
seguintes marcos relevantes:
i) procura de compromisso para superar o impasse do Tratado Constitucional;
ii) renovado fôlego da economia europeia;
iii) crescente pressão concorrencial das novas economias emergentes, em
particular dos BRICs (Brasil, Rússia, Índia e China);
iv) relançamento da parceria transatlântica;
v) clima de tensão com alguns Estados vizinhos com marcada influência
geopolítica, como é o caso da Rússia e, em certa medida, da Turquia;
vi) lançamento das políticas de energia e ambiente (alterações climáticas)
como novos "drivers" da integração europeia;
vii) reenfocagem da Estratégia de Lisboa e do Mercado Interno para
promover mais eficazmente a competitividade da economia europeia;
viii) pessimismo quanto ao desfecho do Doha Round;
ix) dupla sensibilidade à pressão migratória: segurança e crescimento
económico;
x) novas lideranças políticas em França e no Reino Unido.

